Mês: outubro 2018
Em 1791, na França em revolução, uma mulher ousou desafiar o establishment da época e foi levada ao cadafalso para ser guilhotinada por aqueles de deveriam ser…
Martin Heidegger, Hannah Arendt, Carl Schmitt, Walter Benjamin, Kojeve, Foucault e Derrida. O que essas pessoas tinham em comum além do fato de que todas elas fizeram alguma revolução no pensamento ocidental? Em A Mente Imprudente, livro de autoria de Mark Lilla, autor de outra obra sobre o pensamento reacionário, A Mente Naufragada, demonstra que as ideias desses intelectuais possuem vínculos com ideais totalitários: revestem as ações dos tiranos com vernizes filosóficos; fazem discursos ideológicos em defesa das utopias ao negar as obviedades de uma realidade que condena todos ao inferno.
Já faz algum tempo que a esquerda equilibra-se na beira do precipício. Os velhos discursos de “libertação” e “justiça social” tropeçam nas suas retóricas vulgarizadas por um espírito autocomplacente, apelativo e nada convincente. Os seus intelectuais de hoje ocultam-se nas sombras das ideias e dos fetiches dos seus ídolos redentores da humanidade: Deluze, Marcuse, Sartre, Foucault, Harbermas, Althuser, Adorno, Camus, Gramsci, Lukàc, em fim, uma legião de “iluminados” e suas promessas da salvação pelo socialismo exatamente como revelado pelo filósofo Roger Scruton em seu livro Pensadores da Nova Esquerda.
Em A Mente Naufragada, o espírito reacionário difere e muito do conservador. Mas é irmão gêmeo da esquerda revolucionária e a sua cartilha de libertação e “justiça social”. Nesta obra, Mark Lilla explica que não podemos confundir o reacionário com o conservador e o revolucionário. Partindo da análise das ideias de três pensadores do século XX – Franz Rosenzweig, Eric Voegelin e Leo Strauss -, Lilla investiga a mente reacionária.