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Os séculos XX e XXI ficarão conhecidos na história da humanidade como os séculos das ideologias. Nunca um sistema de ideias influenciou tanto a consciência coletiva e causou…
No livro Como as Democracias Morrem, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt advertem sobre os riscos à democracia quando candidatos despreparados disputam o mais alto cargo de uma nação. Os autores asseguram que estes candidatos são tomados por sentimentos de justiça social, mas que sem nenhuma experiência política, representam uma ameaça à democracia, vez que desconhecem todo o processo político que envolve o cargo que exercerão se vencedores. Para os autores, eles são fortes candidatos a se converterem em demagogos após se tornarem governantes. Neste caso, a democracia é assassinada pelo próprio instrumento que a legitimara, ou seja, o sufrágio universal. Estas pessoas, segundo os autores, são os “outsiders”, termo que na política americana significa aqueles que não têm experiências no exercício político ou simplesmente, novatos.
Esta obra, “Liberalismo e Democracia”, é uma inspiradora reflexão sobre o pensamento liberal e a democracia, de modo que estabelece um campo de estudo de grande importância para a compreensão histórica e filosófica das ideias políticas. É uma obra pequena, de cunho didático, mas de uma profundidade teórica que somente as mentes como a de Bobbio são capazes de concebê-la. O livro é de natureza acadêmica, mas que ainda assim alcança o público médio devido a forma simples de Bobbio escrever sobre teorias políticas, fugindo assim dos rigores da linguagem acadêmica, tão comum em obras deste quilate.
Direitos do Homem é uma obra de cunho progressista que Thomas Paine publicou em 1791 e serviu como inestimável contribuição política para formação da democracia moderna. Encaminhado ao então Presidente dos Estados Unidos da América George Washington, este tratado continha os princípios de igualdade e liberdade para a formação de um governo democrático.
O livro As Armas da Crítica é uma síntese da trajetória dos primeiros personagens comunistas da história. É um exame retórico do pensamento de esquerda e dos seus ídolos máximos. Aqui estão Karl Marx, Rosa Luxemburgo, Trostsk, Gramisci, Hengel e Lenin; os seis cavaleiros do apocalipse cujo pensamento, com origem no “deus” Marx, foi responsável pela maior tragédia humana: o comunismo.
Martin Heidegger, Hannah Arendt, Carl Schmitt, Walter Benjamin, Kojeve, Foucault e Derrida. O que essas pessoas tinham em comum além do fato de que todas elas fizeram alguma revolução no pensamento ocidental? Em A Mente Imprudente, livro de autoria de Mark Lilla, autor de outra obra sobre o pensamento reacionário, A Mente Naufragada, demonstra que as ideias desses intelectuais possuem vínculos com ideais totalitários: revestem as ações dos tiranos com vernizes filosóficos; fazem discursos ideológicos em defesa das utopias ao negar as obviedades de uma realidade que condena todos ao inferno.
Sobre ideias políticas no iluminismo e inspiradas na Revolução Francesa há muitos livros de autores consagrados. Todavia, qualquer aprofundamento na leitura a respeito, sem passar pelas obras de Isaiah Berlin sobre o romantismo (ver As Raízes do Romantismo) e suas ideias políticas, principalmente, mergulhar em Ideias Políticas na Era Romântica, poderá deixar o leitor com a impressão que algo mais precisa ser dito.