Tag: totalitarismoPágina 2 de 3
A politização do Covid-19 se tornou um fato corriqueiro entre os anos de 2020 e 2022 e mostrou que entre nós, humanos, a corrupção e a desinformação continuam sendo instrumentos a serviço do poder. Em meios a tantas contradições da imprensa, das instituições científicas, dos governantes, em uma confusão que beirou o caos global, ninguém sabe de fato o que é verdade e o que é mentira. Tudo é fake. É neste turbilhão de mentiras e meias verdades que a escritora e jornalista espanhola Cristina Martíns Jiménez faz uma impactante revelação em seu livro A Verdade sobre a Pandemia. Ela nos mostra o que há por trás da pandemia do Coronavírus, identificando a sua origem e desdobramentos, comprovando que nas sombras há os interesses políticos Ela demonstra quem são os culpados e quais são os seus objetivos.
Todas as estratégias do partido comunista da Tchecoslováquia para arregimentar novos agentes no Brasil, com disposição e dinheiro para corromper várias autoridades, sobretudo, as do alto escalão do Governo, visando consolidar a concepção comunista no Brasil estão detalhadamente descritas no livro 1964 O Elo Perdido, fruto de um intenso trabalho de pesquisas nos arquivos secretos da StB empreendido pelos pesquisadores Mauro Abranches Kraenski e Vladimir Petrilák.
O tenente-general romeno Ion Mihai Pacepa (1928—2021), ex-agente do ditador comunista romeno Nicolae Ceausescu (1918—1989), denúncia no livro, Desinformação, como Stálin e toda a máquina comunista soviética, utilizando o que hoje chamamos de fake news, desconstruíram a imagem do Papa Pio XII, fazendo o mundo acreditar que o Papa era aliado de Hitler. Do mesmo modo, Stálin forjou a imagem dos judeus e dos Estados Unidos como inimigo da Europa através da publicação do livro Os Protocolos dos Sábios de Sião.
Em 1979, a então professora Anna Maria Moog Rodrigues pediu demissão do Departamento de Filosofia da PUC-RJ por não aceitar a censura ao texto extraído do livro Pluralismo e Liberdade do professor Miguel Reale pelo chefe do Departamento de Filosofia da PUC-RJ. Ao pedido de demissão da professora Maria Moog, seguiu-se o do seu marido e do próprio autor da supracitada obra, Antônio Paim. O que se viu, muito diferente dos debates de hoje, foi um debate que na expressão do próprio Antonio Paim foi “um debate memorável”. De um lado, os que saíram em defesa da professora Ana Moog, de outro, os que defenderam a instituição. Antes de mais nada, uma nota de suma importância e de alta pertinência: vale ressaltar que o grande debate em Liberdade Acadêmica e Opção Totalitária deveria ser um exemplo clássico de como realizar um debate de alto nível.
Fé e ceticismo na política se encontram em lados opostos. Isto porque na política, a fé no sentido de governar, representa a crença de que o governo é capaz de realizar os sonhos dos indivíduos e conduzi-los à felicidade total. Desta maneira, o governo da fé acredita que é o salvador dos seus súditos e que tem o dever cósmico de cuidar e controlar cada passo da vida das pessoas. Por outro lado o governo do cético não tem a crença de que é possível resolver os problemas de todos. Este sabe o seu lugar e seus limites. Acredita que não é o salvador da pátria e que a felicidade do indivíduo é mais fruto dos seus méritos, diante da igualdade de oportunidades, que a ajuda das mãos generosas do governo. De fato, intervém menos e cria as condições para que as pessoas desenvolvam e busquem a sua felicidade. Diante disso, fé e ceticismo não são dois lados da mesma moeda – ou se tem a crença na responsabilidade de salvação da humanidade ou se aceita as imperfeições humanas e se acredita que a vida é conduzida por uma série de fatos que não cabe ao governo se intrometer.
Martin Heidegger, Hannah Arendt, Carl Schmitt, Walter Benjamin, Kojeve, Foucault e Derrida. O que essas pessoas tinham em comum além do fato de que todas elas fizeram alguma revolução no pensamento ocidental? Em A Mente Imprudente, livro de autoria de Mark Lilla, autor de outra obra sobre o pensamento reacionário, A Mente Naufragada, demonstra que as ideias desses intelectuais possuem vínculos com ideais totalitários: revestem as ações dos tiranos com vernizes filosóficos; fazem discursos ideológicos em defesa das utopias ao negar as obviedades de uma realidade que condena todos ao inferno.
Sobre ideias políticas no iluminismo e inspiradas na Revolução Francesa há muitos livros de autores consagrados. Todavia, qualquer aprofundamento na leitura a respeito, sem passar pelas obras de Isaiah Berlin sobre o romantismo (ver As Raízes do Romantismo) e suas ideias políticas, principalmente, mergulhar em Ideias Políticas na Era Romântica, poderá deixar o leitor com a impressão que algo mais precisa ser dito.
Uma Filosofia Política, eis aqui uma sintetização dos pensamentos de Roger Scruton, mais filósofo, mais político. Scruton é autor de várias obras. Já escreveu sobre o pessimismo, transformou…